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Mostrando postagens de janeiro, 2026

“Viver de teatro de bonecos… como é?”

Muitas pessoas me fazem esta pergunta — quase sempre com curiosidade e um certo espanto. E eu entendo: do lado de fora, parece magia. Do lado de dentro, é também estratégia, insistência e um tipo de loucura organizada. Entrei neste mundo do teatro de bonecos em 2004 , definitivamente. Aprendi na prática, no fazer diário, no erro e na insistência. Os meus primeiros mestres foram muitos e diversos: na direção, Julio Saraiva ; na poesia, José dos Rios ; na construção, Mario Palermo e Pepe Grigera . E, pelo caminho, vieram tantas Efigênias, Cecílias, Miguéis, Leonores, Julietas, Cheirosos… Foi assim que me construí bonequeira de luva . Entendo outras linguagens e técnicas, mas é a luva — aqui também chamada de fantoche — que amo fazer. É onde o corpo, a palavra e o gesto se encontram com verdade. Nos últimos anos, a cultura voltou a respirar com mais força a partir dos investimentos federais — e isso movimenta a cena brasileira de forma real. O que é excelente. Ao mesmo tempo, tenho ob...